Ecce Homo – Ragusa

pe. giovanni, fidei donum

Não podemos cruzar os braços

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Quando nos encontramos em frente  à televisão ou vemos jornais que nos mostram a cada minuto a paixão de um povo em guerra, o que passa pelas nossas cabeças, corações? Como você se sente? Que lado ficamos? Há um culpado ou inocente? Nós lemos a paixão dessas pessoas como a paixão do homem? Jesus fez a sua dor e sofrimento de cada pessoa, cada povo em todas as partes da terra, em todos os momentos. Compreender o significado da “Paixão de Jesus” é compreender o significado último de todo o sofrimento humano.

Quando lemos a história da paixão a partir dos olhos de estudiosos e historiadores, o problema fundamental é, quais foram os responsáveis pela morte de Jesus, os judeus ou os romanos? Jesus morreu por razões religiosas (porque ele se proclamou o Messias), ou por motivos políticos (como um agitador social que se rebelou contra Roma)? Porque “era necessário” que o Filho do homem viesse sofrer? (Lc 24, 26). Marcos, como um escritor que não se perde em palavras desnecessárias, em alguns versículos nos dá imediatamente uma noção da situação em que Jesus e os discípulos se encontravam. Sua maneira de dizer desde o início é tão realista que nos faz quase tocar o incidente. Ele pretende levar a seus leitores o escândalo do Deus crucificado, com toda a sua crueldade.

 

Para nós, o conto de paixão, não precisa de comentário. Só deve contemplada, rezada, vivida. Tudo é incompreensível, senão vejo a violenta paixão de um Deus que procura o homem, um amor disposto a amar até ao fim, custe o que custar, a ponto de dar a vida. Podemos não  compreender o mistério da cruz, se não vemos lá, além da morte vergonhosa, o mistério do amor de Deus.  O amor porém que sai fora de si mesmo, expande a alma e chega a todos: Deus na cruz de Cristo, atinge o ponto mais distante dele, e abraça o universo, o mundo. Na Cruz, que Deus se manifesta plenamente: um Deus diferente, um Deus de amor, aquele amor que o coloca infinitamente acima da nossa imaginação.

 

A cruz é a suprema revelação de Deus que é amor, um amor que salva, enquanto nós somos pecadores. Com o mal no mundo, a cruz se põe então como lugar de encontro entre Deus que procura o homem e o homem que procura a Deus; um encontra-se de duas paixões: o homem que na sua busca por Deus se encontra pregado na cruz, prisioneiro do mal, de Deus que na sua vontade de levar a salvação se encontra igualmente pregado na cruz, prisioneiro do amor. Na verdade, Deus quer recriar o homem, ferido pelo pecado, com amor. Se no crucificado se revelasse somente o pecado, nos condenaria ao desespero. O crucificado, no entanto, proclama o amor. Na verdade, é no momento de sua morte, que há a mais  alta revelação de um pagão: “Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.”

 

Eis o nosso Deus! Não conhecemos outro Deus que este crucificado! O que é escândalo para a multidão. Marcos acentua isso no evangelho. Quem segue o Jesus só até a última ceia e não o Jesus crucificado não é cristão.

No evangelho de São João no seu evangelho nos faz compreender essa verdade: Tudo está consumado! Agora os homens também deixarão se crucificar por causa da humanidade! Vejamos um exemplo:

D. Oscar Romero em entrevista duas semanas antes do martírio:

Tenho sido muitas vezes ameaçado de morte. Devo dizer-lhes, como cristão não acredito na morte sem ressurreição, se eles me matarem, ressuscitarei  no povo salvadorenho:  Eu estou lhes dizendo, sem qualquer presunção, com a maior humildade.
Como pastor, eu sou obrigado, pela autoridade divina, dar a sua vida por  aqueles que querem me matar. Se as ameaças se cumprirem, nessa altura eu ofereço o meu sangue a Deus para a redenção e ressurreição de El Salvador.
O martírio é uma graça de Deus que não acho merecer. Mas se Deus aceita o sacrifício da minha vida, meu sangue pode ser a semente de liberdade e um sinal de que a esperança em breve se torne realidade.
Se é aceitável a Deus, a minha morte sirva a libertação do meu  povo e ser um testemunho de esperança no futuro. Se chegarem a matar-me, desde já perdoo e abençoo aqueles que fizerem  isso. Verão que perderam tempo, pois morrerá um bispo, mas a igreja de Deus que é o povo jamais morrerá!

Não podemos cruzar os braços enquanto o maior Homem (Deus) morreu de braços abertos pela salvação do mundo. Durante essa semana santa devemos meditar a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, com calma, dia a dia, olhando sempre a imagem do crucificado. Somente assim podemos celebrar no domingo a páscoa.

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