Ecce Homo – Ragusa

pe. giovanni, fidei donum

Pe. Candido e a Amazônia que não conhecemos

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O ministério sacerdotal do Pe. José Candido poderia ser tranqüilo e sossegado se a sua fosse uma paróquia agrícola do interior de um estado brasileiro do centro-sul, mas ele é pároco, desde 2009, em Japurá, na parte extrema da Amazônia brasileira que faz fronteira com a Colômbia.
A paróquia, e o Municio de Japurá, é um território de 55.000 km2 e faz parte da Prelazia (quase diocese) de Tefé de 258 mil km2, pouco mais que o estado de São Paulo ou do tamanho da Itália. De 14 a 20 de Novembro 2011 o padre José Candido visitou a Diocese de Ourinhos que mede 6.700 km2. Na ocasião ele se encontrou com o bispo Dom Salvador Paruzzo, com as comunidades paroquiais, com o Conselho Missionário Diocesano, com os seminaristas diocesanos e agostinianos. Foi uma visita maravilhosa que lhe permitiu partilhar a sua experiência missionária e ao mesmo tempo manifestar à Diocese de Ourinhos a gratidão da Prelazia de Tefé e da sua paróquia de Japurá, pelo generoso apoio nos projetos pastorais, através das campanhas que tem realizado nos últimos anos em prol das crianças, dos Povos Indígenas e dos missionários e missionárias .
Projeto Igrejas-irmãs. O projeto Igrejas-irmas da CNBB, entre o Regional Sul 1 (estado de São Paulo) e o regional Norte 1 (Amazonas e Roraima), estreitou laços de fraternidade entre as Dioceses e Comunidades. Lançado em 1994, o Projeto já enviou mais de 70 missionários entre padres, religiosas e leigas que serviram de um a quatro anos diversas dioceses da região amazônica. Hoje atuam pelo Projeto, sete missionários e missionárias ( três leigas e quatro padres) em Coari, Tefé e Alto Solimões, na Amazônia e na diocese de Roraima. A diocese de Ourinhos em São Paulo se irmanou com a Prelazia de Tefé dando apoio a paróquia Nossa Senhora Aparecida onde padre Jose Candido é pároco. Até outubro de 2009 a paróquia não tinha padre residente e era coordenada pastoralmente por quatro irmãs “Felicianas”. Logo após sua ordenação sacerdotal Pe. José Candido foi enviado pelo bispo dom Sergio Castriani aquela paróquia, que dista três dias de barco de Tefé, e seis de Manaus, na fronteira com a Colômbia. Ali se encontra um quartel militar e a ultima comunidade da paróquia na Vila Bittencourt. É uma região imensa onde as pistas são os rios e os meios de locomoção são os barcos.
Espirito missionário.
A igreja da Amazônia é muito carente de recursos financeiros, e muitas vezes também de recursos humanos: padres, religiosos e religiosas, diáconos. É uma igreja cuja responsabilidade evangelizadora abraça grandes e imensos territórios do Brasil “continental”. Na verdade os desafios não impedem a ação evangelizadora, mas sem duvida a limitam e muito. Os Bispos, os padres, os religiosos e religiosas que la atuam, quando planejam os trabalhos pastorais nas comunidades, precisam logo apelar à generosidade de outras dioceses, paróquias, grupos, para contribuírem e sustentarem esses projetos. O que ainda falta em nossa igreja do Brasil é uma organização que possa facilitar, não somente a partilha financeira dos projetos, mas também o auto-sustento de padres, religiosos, religiosas, novas comunidades, e a formação dos agentes de pastoral das paróquias e das dioceses da grande Amazônia.
Vínculos de fraternidade
Uma Diocese Irmã, que ajuda econômica e pastoralmente outra diocese a se desenvolver e a crescer, seja na fé e seja na organização de igreja, faz nascer entre ambas – entre quem da e quem recebe – um forte vinculo recíproco de fraternidade. É o que esta acontecendo no nosso caso. As campanhas realizadas pela diocese de Ourinhos arrecadando roupas e brinquedos para as crianças, a côngrua para o pároco, sustento econômico para as viagens pastorais e subsídios catequético-liturgicos, permitiram um grande reforço de fraternidade entre as duas comunidades.
A Igreja na Amazônia merece todo o nosso apoio.
A doação feita na fé e no amor por parte de quem tem mais e a gratidão verdadeira da parte de quem necessita transforman-se em reciprocidade de amor cristão, que sem duvida alguma, será largamente abençoada por Deus. E alem disso esta é uma maneira privilejada de suscitar o espírito missionário em ambas as parte. Como igreja de Ourinhos, temos que agradecer muito a paróquia de Japurá-AM que nos está oferecendo esta experiência missionária .
Com a graça do Espirito Santo estamos realizando juntos, na fraternidade, a mesma missão de Jesus, partilhando, de coração, o que somos e o que temos. O apostolo da caridade São Vicente de Paulo, já em 1500 dizia: “Não podemos dar a alguem como caridade, o que lhe é devido por justiça ”. Também o Papa Bento XVI na Encíclica “Caritas in Veritate” insiste sobre as exigências da caridade na vida social, refletindo sobre o bem comum e a justiça.
A experiência missionária do Pe. Candido, das irmãs e das Comunidades daquela região, bem como de tantas outras pessoas e comunidades em varias partes de nosso Brasil, tem muito de heróico! São inúmeras as dificuldades, que devem enfrentar no dia a dia, nas fronteiras colombianas agitadas pela guerrilha, pelo comercio ilegal de armas, drogas, prostituição, exploração sexual, lavagem de dinheiro. Problemas que se tornam ainda maiores pela ausência, quase total, do Estado e a falta de um sério compromisso civil dos responsáveis: prefeitos, juízes, médicos… Como é comum acontecer com a maioria das autoridades dos Estados do Norte e Nordeste, eles preferem morar nas capitais, ao invés de se comprometerem com as comunidades pobres que os elegerem.
A Comunidade paroquial de Japurá, como as demais da Prelazia, tem que enfrentar também os problemas relacionados às grandes distancias e as diversidades cultural dos grupos humanos: Índigenas, caboclos, ribeirinhos e também os problemas relacionados a convivência com as empresas presentes no território para exploração do solo e subsolo: mineiros e garimpeiros e a pesca predatória, feita por gente vinda de fora. Tudo isso acaba explorando e empobrecendo ainda mais as Comunidades ribeirinhas.
Isto é apenas um pouco da complexa realidade da igreja da Amazônia e que muitos de nos desconhece. Uma Igreja que merece toda nossa estima, toda a nossa atenção, e todo o apoio possível, porque é uma igreja que enfrenta com fé, coragem e perseverança todo o tipo de dificuldades para ser fiel ao árduo compromisso da evangelização, subindo e descendo os rios, com a seca ou com a chuva. Uma igreja que confia na Providencia Divina.
Pe. Giovanni Bruno Battaglia, fidei donum
FONTE: REVISTA MISSOES – Março 2012 – paginas 14-15

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One thought on “Pe. Candido e a Amazônia que não conhecemos

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