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Irmã Dorothy, seis anos depois…

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Queremos homeneajar ir. Dorothy publicando um artigo escrito pelo Frei Papin no Debate de Santa Cruz dRP.

Irmã Dorothy e sua tríplice cidadania

Irmã Dorothy Mae StangFrei Lourenço M. Papin. OP
Da Equipe de Colaboradores

Todo cidadão brasileiro sincero, cristão ou não, certamente indignou-se e comoveu-se diante do brutal assassinato de Irmã Dorothy Mae Stang, religiosa missionária no Oeste do Pará, pertencente à Congregação de Nossa Senhora (Notre Dame de Namur), fundada em 1804 na França. Cidadã norte-americana, nasceu em Dayton, nos Estados Unidos, no dia 7 de junho de 1931. De 1956 a 1966 foi professora em várias escolas de sua Congregação em seu país.
Veio para o Brasil em 1966. Foi residir não em grandes cidades, mas em Coroatá no Estado do Maranhão. Em seguida, desde a década de setenta, viveu na Amazônia junto aos trabalhadores rurais da Região do Xingu, na vasta Prelazia onde é bispo Dom Erwin Kräuter. Era de temperamento tranqüilo e decidido, de voz mansa marcada pelo sotaque de seu inglês norte-americano.
Sua atividade pastoral junto as trabalhadores rurais da Transamazônica visava a busca e geração de empregos e renda com projetos de reflorestamento em áreas devastadas e de preservação da natureza, onde, aliás, entram tantos interesses em jogo.
Foi uma líder em diversos movimento sociais no Pará. Ganhou reconhecimento nacional e internacional pela sua atuação em projetos de desenvolvimento sustentável iniciados na pequena Vila de Sucupira, no município de Anapu, a 500 km da capital paraense. Lutava por uma reforma agrária justa e objetiva. Empenhava-se em promover diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas, em busca de soluções concretas em relação à posse e à exploração da terra na Região Amazônica. Naturalmente incomodava gananciosos fazendeiros, muitos dos quais “grileiros” de terras da União.
Uma importante iniciativa de Irmã Dorothy em favor das populações pobres, foi colaborar efetivamente na fundação da primeira Escola de Formação de Professores(as) (Escola Grande Brasil) na rodovia Transamazônica que passa por Anapu.
Irmã Dorothy sempre participou da CPT (Comissão Pastoral da Terra) da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Tantas vezes criticamos, e com razão, tantos nossos irmãos norte-americanos pelo seu espírito capitalista, consumista e dominador. Devemos, todavia, reconhecer multidões de norte-americanos idealistas como Irmã Dorothy, preocupados com a justiça social, defensores dos empobrecidos e excluídos da sociedade. Essa Irmã tanto amava o nosso povo que fez questão de adquirir a cidadania brasileira, pois assim poderia mais eficazmente defender os direitos fundamentais dos camponeses explorados e garantir-lhes condições dignas de vida. Norte-americana de nascimento, brasileira de adoção e coração!
Pela sua atuação corajosa e transparente, recebeu diversas ameaças de morte sem nunca se intimidar. Há uma sua profética declaração pouco antes de ser assassinada: “Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade, sem devastar”.
Irmã Dorothy foi assassinada, na covardia de uma emboscada, com sete tiros, a mando certamente de alguns latifundiários da região. Consta que antes de morrer, tirou de sua bolsa a Bíblia Sagrada. Leu um trecho bíblico e caiu no chão sem vida.
O testemunho evangélico e profético de Irma Dorothy, despertou a mídia nacional e internacional, despertou a sociedade e as autoridades legitimamente constituídas para a grave questão social rural, para as violências e as injustiças no campo.
Os antigos cristãos diziam: “O sangue dos mártires é semente de novos cristãos”! Parafraseando essas palavras, creio poder afirmar que o sangue dessa Irmã mártir pela causa do evangelho, “suscitará a solidariedade e a paz no Brasil, através de políticas públicas para promover o respeito à dignidade e aos direitos fundamentais de cada pessoa humana e para assegurar a justiça e a paz para todos”, da carta da CNBB a Dom Erwin.
Com seu martírio Irmã Dorothy adquiriu sua terceira cidadania, a celeste. Cidadã dos Céus, interceda por este povo que você tanto amou!

FONTE: http://www2.uol.com.br/debate/1247/cadd/cadernod04.htm

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