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pe. giovanni, fidei donum

Justino encontra em Jesus a Beleza Eterna!

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1 de Junho – Memoria de São justino, martir – Uma catequese do Papa Bento XVI (21 de março de 2007)
Colher o brilho da verdade
 
Um convite:
“reze antes de tudo que as portas da luz estejam abertas para você, porque ninguém pode ver e compreender, se Deus e o seu Cristo não lhe concederem entender”
 
Queridos irmãos e irmãs –
Estamos refletindo nestas catequeses sobre as grandes figuras da Igreja nascente. Hoje vamos falar sobre São Justino, filósofo e mártir, o mais importante entre os Padres apologistas do segundo século. A palavra “apologista” designa os mais antigos escritores cristãos que se propunham defender a nova religião das pesadas acusações dos pagãos e Hebreus, e difundir a doutrina cristã em termos adequados à cultura do próprio tempo.
Assim nos apologistas está presente uma dúplice solicitude: aquela, mais propriamente apologética, de defender o cristianismo nascente (apologhía em grego significa ed fato “defesa”) e aquela “missionária”, de expor os conteúdos da fé em uma linguagem e com categorias de pensamento compreensíveis aos seus contemporâneos.

Justino nasceu por volta do ano 100 na antiga SIQUÉM, em Samaria, na Terra Santa; ele buscou durante muito tempo a verdade, peregrinando nas várias escolas da tradição grega. Finalmente – como ele mesmo narra nos primeiros capítulos de seu Diálogo com Trifone – uma misteriosa personagem, um sábio ancião encontrado a beira da praia, o coloca em crise, demonstrando a incapacidade do homem a satisfazer somente com suas forças a aspiração pelo divino. Depois lhe indicou nos antigos profetas as pessoas ás quais ele deveria dirigir-se para encontrar o caminho de Deus e a “verdadeira filosofia”. Ao despedir-se dele, o ancião o exortou á oração, para que lhe fossem abertas as portas da luz.

O relato envolve também o episodio crucial da via de Justino: ao término de um longo itinerário filosófico de pesquisa da verdade, ele ancorou a fé cristã. Fundou uma escola em Roma, onde gratuitamente iniciava os alunos na nova religião, considerada como a verdadeira filosofia. Nessa, de fato, havia encontrado a verdade e portanto, a arte de viver de modo reto. Por esse motivo foi denunciado e decapitado por volta de 165, sob o reinado de Marco Aurélio, o imperador filósofo ao qual Justino mesmo havia endereçado uma sua Apologia.
São estas – as duas apologias e o Diálogo com o Hebreu Trifone – são as obras que dele nos permanecem. Nessa obra Justino pretende ilustrar antes de tudo o projeto divino da criação e da salvação que se cumpre em Jesus Cristo, o Logos, isto é o Verbo Eterno, a Razão Eterna, a Razão criadora. Cada homem, enquanto criatura racional, participa do Logos, dele traz em si uma “semente”, e pode colher o brilho da verdade. Assim o mesmo Logos, que se revelou como figura profética aos hebreus na Lei Antiga, se manifestou parcialmente, omo “sementes de verdade”, também na filosofia grega.

Ora, conclui Justino, porque o cristianismo é a manifestação histórica e pessoal do Logos em sua totalidade, em conseqüência disso, “tudo o que foi expresso de belo por quem quer que seja, pertence a nós cristãos”. Desse modo Justino, mesmo contestando a filosofia grega pelas suas contradições, orienta decididamente ao Logos de qualquer que seja a verdade filosófica, motivando pelo ponto de vista racional o singular “pretexto” de verdade e de universalidade da religião cristã. Se o antigo testamento tende a Crsito como a figura orienta à realidade significativa, a filosofia grega também tem em vista Cristo e o Evangelho, como a parte tende a unir-se ao todo. E diz que estas duas realidades, o Antigo testamento e a filosofia grega, são como duas estradas que conduzem a Cristo, ao Logos.

Por isso a filosofia grega não pode opor-se á verdade evangélica, e os cristãos podem mergulhar com confiança, como um bem próprio. Por isso meu venerado predecessor, Papa João Paulo II, definiu Justino como “pioneiro de um encontro positivo com o pensamento filosófico mesmo se marcado por um cauteloso discernimento”: porque Justino, “mesmo conservando após a conversão grande estima pela filosofia grega, declarava com força e clareza ter encontrado no cristianismo ‘a única segura e profícua filosofia’.

No complexo a figura e obra de Justino marcam a decisiva opção da Igreja antiga pela filosofia, pela razão, ao contrario da religião dos pagãos. Com a religião pagã, de fato, os primeiros cristãos refutaram qualquer falta de compromisso. Consideravam isso uma idolatria, a custo de serem tachados por esse motivo como “impiedade” e “ateísmo”. Justino, especialmente em sua primeira Apologia, conduziu uma critica implacável em relação á religião pagã e seus mitos, considerados por ele como diabólicos “disvirtuadores” no caminho da verdade.

A filosofia representou ao invés a área privilegiada do encontro entre paganismo, judaísmo e cristianismo próprio no plano da critica á religião pagã e aos falsos mitos. “nossa filosofia…’: assim, de modo explícito, chega a definir a nova religião um outro apologista contemporâneo á Justino, o bispo Melitone de Sardi.

De fato, a religião pagã não seguia as vias do Logos, mas se obstinava sobre o mito, também por esse motivo era reconhecido pela filosofia grega como priva de consistência na verdade. Por isso a queda da religião pagã era inevitável: fluía como lógica conseqüência da separação da religião – reduzida a um artificioso conjunto de cerimônias, conveniências e costumes – da verdade do ser. Justino, e com ele outros apologistas, marcaram a tomada de posição pura da fé cristã pelo Deus dos filósofos contra os falsos deuses da religião pagã. Era a escolha pela verdade do ser contra o mito do costume.

Algumas décadas após Justino, Tertuliano definiu a mesma opção dos cristãos com uma sentença lapidária e sempre válida: “"Dominus noster Christus veritatem se, non consuetudinem, cognominavit – Cristo afirmou ser a verdade, não o costume”. Nota-se com o termo “costume”, aqui empregado por Tertuliano referindo-se á religião pagã, pode ser traduzido na língua moderna com as expressões “moda cultural”, “moda do tempo”.

Em um tempo como o nosso, marcado pelo relativismo no debate sobre os valores e sobre a religiao – bem como no diálogo inter-religioso -, é esta uma lição que não deve ser esquecida. Com esse objetivo proponho á vocês – e assim concluo – as últimas palavras do misterioso ancião, encontrado pelo filosofo Justino á beira do mar: “á beira mar: “reze antes de tudo que as portas da luz estejam abertas para você, porque ninguém pode ver e compreender, se Deus e o seu Cristo não lhe concederem entender”

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