Ecce Homo – Ragusa

pe. giovanni, fidei donum

O coração do Pai e o amor não amado

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Preparando as Confissões quaresmais meditamos Lucas 15 com Dom Bruno Forte:
 A festa do encontro


Na história da Igreja, a penitência foi vivida em uma grande variedade de formas, comunitárias e individuais, que contudo mantiveram todas a estrutura fundamental do encontro pessoal entre o pecador arrependido e o Deus vivo, por meio da meditação do ministério do bispo ou do sacerdote. Por meio das palavras da absolvição, pronunciadas por um homem pecador que, contudo, foi eleito e consagrado para o ministério, é Cristo mesmo aquele que acolhe o pecador arrependido e o reconcilia com o Pai e no dom do Espírito Santo o renova como membro vivo da Igreja. Reconciliados com Deus, somos acolhidos na comunhão vivificante da Trindade e recebemos em nós a vida nova da graça, o amor que só Deus pode infundir em nossos corações: o sacramento do perdão renova, assim, nossa relação com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo, em cujo nome se nos dá a absolvição das culpas. Como mostra a parábola do Pai e os dois filhos, o encontro da reconciliação culmina em um banquete de pratos saborosos, no qual se participa com o traje novo, o anel e os pés calçados (Cf. Lucas 15, 22s): imagens que expressam a alegria e a beleza do presente oferecido e recebido. Verdadeiramente, para usar as palavras do pai na parábola, «comamos e celebremos uma festa, porque este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi encontrado» (Lucas 15, 24). Que bonito pensar que aquele filho pode ser cada um de nós!
7. A volta à casa do Pai
Em relação a Deus Pai, a penitência apresenta-se como uma «volta para casa» (este é propriamente o sentido da palavra «teshuvá», que o hebraico usa para dizer «conversão»). Mediante a tomada de consciência de tuas culpas, tu te dás conta de estar no exílio, longe da pátria do amor: tu sentes mal-estar, dor, porque compreendes que a culpa é uma ruptura da aliança com o Senhor, uma rejeição de seu amor, é «amor não amado», e por isso é também fonte de alienação, porque o pecado tira-nos de nossa verdadeira morada, o coração do Pai. É então quando faz falta recordar a casa na qual nos esperam: sem esta memória do amor não poderíamos nunca ter a confiança e a esperança necessárias para tomar a decisão de voltar a Deus. Com a humildade de quem sabe que não é digno de ser chamado «filho», podemos decidir a ir bater à porta da casa do Pai: que surpresa descobrir que está na janela olhando o horizonte porque espera há muito tempo nosso retorno! A nossas mãos abertas, ao coração humilde e arrependido, responde o oferecimento gratuito do perdão com o qual o Pai nos reconcilia consigo, «convertendo-nos» de alguma maneira a nós mesmos: «Estando ele ainda longe, seu pai o viu e, comovido, correu, lançou-se ao pescoço e o beijou efusivamente» (Lucas 15, 20). Com extraordinária ternura, Deus introduz-nos de modo renovado na condição de filhos, oferecida pela aliança estabelecida em Jesus.

Dom Bruno Forte  Arquidiocese de Chieti-Vasto – Itália

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