Ecce Homo – Ragusa

pe. giovanni, fidei donum

Os Santos e os Martires estão no nosso meio!

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O PE. RÓGERIO NOVO MARTIR DA AMAZONIA
 
 A PALAVRA DE DOM FRANCISCO BIASIN
 
 
 
 
Caríssimos padres, religiosas e fiéis leigos,

No momento em que vocês se encontram para celebrar a eucaristia no sétimo dia da partida do nosso querido Pe. Rogério, sinto o impulso interior de expressar os meus sentimentos e a necessidade de viver com todos vocês esta visita de Deus ao nosso presbitério e às nossas Igrejas de Pesqueira, de Caruaru, de Manaus e de Pádua.
O primeiro sentimento que tomou conta do meu coração foi de uma profunda e incontível dor: parecia-me tudo absurdo e inexplicável. Senti demais a perda repentina e cruel de um amigo, pois conhecia o Pe. Rogério desde criança, e de um precioso colaborador, pois ele foi entregue aos meus cuidados de pastor pelo bispo de Pádua à disposição da nossa Igreja de Pesqueira, inclusive para enviá-lo a Manaus como expressão da comunhão entre Igrejas irmãs.
Conhecia a riqueza humana e a generosidade pastoral do Pe. Rogério, assim como compreendia os seus “exageros”, pois, se pecava, pecava por excesso de doaçao, de disponibilidade de tempo, de recursos, de compromisso e de entrega pessoal.
Outro sentimento foi-me inspirado pelo discernimento, fruto da sabedoria que vem do Espirito. Desde quando voltou da Itàlia no inìcio de março deste ano, vi o Pe. Rogério tomar sempre maior consistência humana, espiritual e pastoral: estava vivendo um momento feliz de vida: compromisso com a missão, projetos pastorais, entrosamento sempre mais concreto com a realidade da periferia de Manaus e com a sua Igreja e uma alegria que se expressava não somente no seu inconfundível e meigo sorriso, mas também nas suas mensagens e na segurança com que enfrentava os problemas do dia a dia.
Cheguei à conclusão, fruto da certeza que nos é dada pela fé, que o Senhor colheu o Pe. Rogério no momento de maior maturidade de sua vida, coroando-o, pelas circunstâncias que os padres Marconni e Francisco Bispo puderam verificar, com a palma do martírio, pois ele estava consciente que a sua vida estava em perigo e não recuou: tenho a impressão que morreu como um cordeiro, de joelhos, na atitude de quem se oferece em sacrifício. E isso o povo e os padres presentes na Missa de domingo passado no ginásio, entenderam muito bem e expressaram magnificamente num gesto que não foi apenas ritual, mas autêntica e profundamente litúrgico, quando na hora do ofertório, levantaram o corpo sacrificado do Pe. Rogério como a oferenda daquela eucaristia, em unidade perfeita com o sacrifício de Cristo no altar da cruz.
Meus caros padres, neste ano sacerdotal nos honra demais, embora mergulhados num mar de imensa dor, este martírio: será que somos dignos desta visita de Deus? Será que a nossa vida de presbíteros tem a marca do martírio? Não será este sacrifício um apelo de Deus a oferecermos a nossa vida como “hóstia viva, santa e agradável ao Senhor e a não nos conformarmos com a mentalidade deste mundo”? (Cfr Rom 12,1-2)

Este acontecimento nos ajuda a compreender que os santos e os mártires não estão longe de nós, mas no nosso meio: é necessário afinar o nosso olhar e a nossa sensibilidade para “perceber” a sua presença. Trata-se de santos, santas e testemunhas que nunca terão a honra dos altares: também nisso está a sua preciosidade, pois não são inalcançáveis e podem ser imitados e portanto nos ajudam a entender que cada um de nós é chamado a percorrer o caminho da santidade e da caridade perfeita.

Estou aqui em Pádua e nestes dias vivo na cúria e no centro missionário acompanhando tudo: é impressionante ver o número de pessoas que através de todos os meios manifestam conhecimento do nosso Pe. Rogério e foram tocadas pela sua presença, amizade e testemunho. São milhares, a partir do Santo Padre até meninos e meninas, também de Pesqueira, que se fazem presentes, dizendo a preciosidade e a riqueza de coraçao deste nosso irmao.
Se de um lado o meu coração chora, do outro eleva um hino de ação de graças ao Senhor que sabe, na sua fantasia imensamente criativa e amorosa, suscitar testemunhas capazes de expressar o seu amor até o ponto de dar a vida, derramando o seu sangue na fidelidade a ele e aos irmãos.
Ficarei aqui até a chegada do corpo do Pe. Rogério e a celebração das exéquias na catedral de Pádua, mas o meu coração está com vocês sofrendo e oferecendo juntos a nossa vida pelo Reino.

No seu amor e no dom da minha vida lhes dou a minha bênção paternal.
Pádua, 25 de setembro de 2009


Dom Francisco Biasin
Bispo Diocesano

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